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Cammino Saúde
Saúde mental

Por que tantos homens adiam a terapia

3 min de leitura
Homem de barba com as mãos entrelaçadas e olhar sereno
Foto de Victor Casarin no Pexels

"Eu resolvo sozinho." "Não é nada, já passa." "Isso não é para mim." Se você já disse ou ouviu alguma dessas frases, conhece de perto um padrão comum: homens tendem a adiar muito a busca por apoio emocional. E esse adiamento cobra um preço.

Um roteiro aprendido cedo

Desde cedo, muitos meninos ouvem que homem não chora, que precisa ser forte, que dar conta de tudo é questão de honra. Esse modelo de masculinidade valoriza a autossuficiência e trata a vulnerabilidade como falha. O resultado é que reconhecer que algo não vai bem (e, mais ainda, falar sobre isso) passa a parecer uma ameaça à própria identidade. Não é falta de sentimento; é excesso de armadura.

O custo do silêncio

Esse padrão tem consequências concretas. Homens procuram menos os serviços de saúde e, em especial, os de saúde mental. O sofrimento não desaparece por não ser nomeado: ele se acumula, muitas vezes disfarçado de irritação, isolamento, excesso de trabalho ou uso de álcool. Os dados são duros: as taxas de suicídio entre homens são significativamente mais altas do que entre mulheres, e boa parte está ligada a quadros que não foram reconhecidos nem cuidados a tempo. Falar não é fraqueza: o silêncio é que pesa.

O que costuma abrir a porta

Muitos homens chegam à terapia por um caminho mais concreto: um problema no relacionamento, uma queda no trabalho, uma perda, o corpo dando sinais de estresse. Tudo bem começar por aí. Não é preciso ter as palavras certas nem "saber o que sentir" para dar o primeiro passo. A terapia é, justamente, um lugar para aprender a nomear o que estava embolado.

Pedir ajuda é uma decisão de força

Vale reformular a ideia de coragem. Encarar o que dói, em vez de fugir dele, exige mais firmeza do que fingir que está tudo bem. Cuidar da própria saúde mental é também uma forma de responsabilidade: com você, com quem você ama, com o que você constrói.

Se a dor estiver muito grande

Se surgirem pensamentos de se machucar ou de que não vale a pena continuar, procure ajuda imediatamente. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende de graça, 24 horas, pelo telefone 188 e por chat em cvv.org.br. Falar com alguém pode mudar tudo, e você não precisa passar por isso sozinho.

Um primeiro passo sem cobrança

Começar não precisa ser um grande anúncio. Na Cammino Saúde, você conta o que está vivendo e recebe indicações de psicólogos qualificados que combinam com o seu jeito e o seu momento. Esse primeiro passo é gratuito e sem compromisso, e cada profissional define o valor da sessão. Veja como funciona. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

Referências

  • Ministério da Saúde, Boletim Epidemiológico vol. 55 nº 04 (2024): mortalidade por suicídio no Brasil. gov.br/saude
  • Revista Brasileira de Psicoterapia, Quando homens vão à psicoterapia (via BVS Saúde). pesquisa.bvsalud.org
  • CVV, Centro de Valorização da Vida: 188 e cvv.org.br.

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